CSP-Conlutas celebra duas décadas de independência de classe, internacionalismo e muita luta
A CSP-Conlutas inicia o período de pré-congresso do 6º Congresso Nacional, programado para abril de 2026 em São Paulo, celebrando 20 anos de luta e independência de classe. O evento será um espaço decisivo para delegados discutirem políticas e ações da Central diante da conjuntura nacional e internacional, abordando temas como Venezuela, Palestina, Ucrânia, Sudão, Nigéria e precarização do trabalho. A organização do Congresso envolve uma Comissão responsável por coordenar o processo, além da formação de comissões para sistematização e combate a opressões. O pré-congresso é uma etapa crucial de mobilização e debate, reafirmando o compromisso da CSP-Conlutas com a democracia operária e a organização da classe trabalhadora.
Já está aberto o período de pré-congresso do 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, principal instância de decisão da Central, que será realizado de 18 a 21 de abril de 2026, em São Paulo, no Clube Guapira, mesmo local do evento anterior.
Rio de Janeiro, 13 de janeiro d 2026. | Redação CSP-Conlutas
A grande greve dos petroleiros no final de 2025 foi um marco histórico de luta da categoria. A mobilização surgiu da insatisfação acumulada com ataques ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), ausência de reposição salarial, retirada de direitos e uma política de austeridade voltada aos interesses dos acionistas. Embora não tenha conquistado todas as reivindicações, a greve garantiu alguns ganhos pontuais, barrou retrocessos mais profundos e expôs a postura autoritária da gestão da Petrobrás e do governo. O movimento teve forte impacto na produção, especialmente no Pré-Sal, enfrentou intensa judicialização e revelou divisões no movimento sindical, com críticas à atuação da direção da FUP. O encerramento da greve ocorreu diante do isolamento progressivo dos petroleiros do Rio Janeiro e do aumento dos riscos a estes grevistas. O principal legado apontado é o fortalecimento da organização pela base, a unidade construída na luta e o acúmulo de forças para os próximos embates, reafirmando a defesa de uma Petrobrás pública e de um sindicalismo independente e combativo. Clique aqui e leia a matéria do Sindipetro RJ.
Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 2026 | Redação Rio de Janeiro
A exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas revelou-se um risco iminente, culminando em um incidente grave na madrugada do último domingo, dia 4. Durante a perfuração do poço FZA-M-59, conhecido como “Morpho”, a Petrobras detectou um vazamento de fluido. Este acidente ocorreu pouco mais de dois meses após a estatal obter uma licença controversa para operar na região, aprovada apesar da forte oposição de órgãos técnicos, movimentos indígenas e quilombolas. Leia matéria completa aqui.
Rio de Janeiro, 04 de janeiro de 2026. | Redação da CSP-Conlutas RJ
Imagem da CSP-Conlutas RJ
O imperialismo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, realizou um bombardeio contra a Venezuela e sequestrou o presidente Nicolás Maduro. O sequestro criminoso não poupou Cília Flores, esposa do mandatário.
Este ato configura-se como uma declaração de guerra e constitui uma ameaça grave a toda a América Latina. Se tal agressão permanecer sem resposta, cria-se um precedente perigoso, abrindo espaço para que outros países do continente possam futuramente enfrentar situações semelhantes. Hoje é a Venezuela, mas amanhã poderá ser a Colômbia, Cuba, Brasil ou qualquer outro país da região.
Só os trabalhadores e o povo venezuelano e da América Latina podem defender e preservar os interesses da classe. É necessário convocar a mais ampla unidade de ação política e militar dentro da Venezuela — inclusive com o governo Maduro e seus apoiadores — para lutar contra a agressão imperialista.
Trabalhadores e povos dos Estados Unidos e da América Latina devem unir-se e mobilizar-se contra o imperialismo. Todas as organizações do movimento de massas e partidos políticos são chamadas a se unirem em ações globais contra Trump, a invasão da Venezuela e o sequestro de Maduro, defendendo a derrota do imperialismo estadunidense e a vitória do povo venezuelano.
Os governos latino-americanos também devem posicionar-se firmemente contra Trump. Que líderes como Lula, Petro e Sheinbaum — que afirmam rejeitar a intervenção imperialista — promovam jornadas de mobilização e ofereçam apoio militar em defesa da Venezuela contra a agressão dos EUA.
Diante desse cenário, é fundamental construir uma ampla campanha unificada, reunindo todos aqueles que se opõem à agressão militar imperialista contra a Venezuela e toda a América Latina. É preciso ocupar as ruas não só em todos os locais do Brasil, mas em todo o mundo, para protestar contra Trump, reacender a consciência anti-imperialista e derrotar o colonialismo ianque.
A CSP-Conlutas, a CTB, vários sindicatos e entidades dos movimentos sociais convocam os trabalhadores e povo fluminense e carioca. Nessa segunda-feira, dia 05 de janeiro, realizaremos um Ato, com início na Cinelândia, a partir das 16:00 horas. Vamos juntos pelo FORA IMPERIALISMO DA VENEZUELA E DA AMÉRICA LATINA. Sua participação é fundamental. Venha e traga seus companheiros e amigos.
Foram muitas lutas em 2025. Nossos inimigos são poderosos, mas a nossa unidade é muito mais forte. Ela pode derrotá-los. Podemos construir uma nova sociedade igualitária, sem exploradores. Uma organização humana sem opressores. Um pacto social assentado na solidariedade de classe. Uma sociedade socialista. O novo ano pode ser mais um passo importante rumo ao cumprimento de tarefas históricas. Trabalhadores do mundo uni-vos!
Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 2025. | Redação São Paulo
Imagem da CSP-Conlutas RJ em composição com imagem da CSP-Conlutas
A CSP-Conlutas deseja boas festas a toda a classe trabalhadora. Que este seja um momento de confraternizar com familiares e amigos. É uma oportunidade para recarregar as energias. Se fortaleça para as lutas que virão.
Saudamos cada trabalhadora e trabalhador que, mesmo diante de um ano difícil, seguiu lutando, resistindo e se organizando. 2025 escancarou a crise do sistema capitalista e sua ofensiva contra os povos. A classe trabalhadora foi chamada a resistir. E resistiu.
Começando pelo cenário internacional, há o genocídio na Palestina e a guerra na Ucrânia. Além disso, há a política de extrema-direita e xenófoba de Trump.
No Brasil, o arrocho é imposto pelo arcabouço fiscal do governo Lula. Existem ataques aos povos indígenas, ao meio ambiente e aos direitos. A violência contra as mulheres e o feminicídio são questões graves. Há repressão nas periferias contra o povo negro e avanço do agronegócio e da especulação imobiliária. Isso afeta quem luta pela terra e moradia. A luta pelo fim da desumana escala 6×1 é uma das muitas outras lutas existentes.
Também enfrentamos um Congresso reacionário, inimigo do povo, e seguimos na luta pela punição dos golpistas. A prisão de Bolsonaro e de militares foi uma conquista, mas a batalha contra a anistia e a impunidade continua.
Em todas essas lutas, a CSP-Conlutas esteve presente. Atuou de forma classista e independente de todos os governos. Construiu mobilização, unidade e solidariedade de classe.
Em 2026, nossa Central seguirá nas ruas. Estará presente nos locais de trabalho, estudo e moradia. Irá fortalecer a organização de base. E contribuirá para transformar indignação em luta. Será uma luta coletiva por reivindicações. Mais importante ainda, a luta busca pôr fim a esse sistema capitalista. É o rumo à construção de uma sociedade socialista.
Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2025. Redação da CSP-Conlutas RJ | Atualizado às 18:35 horas
Imagem da CSP-Conlutas RJ gerada por inteligência artificial
Alta adesão e participação ativa na greve petroleira aponta o caminho da vitória
A greve entre os trabalhadores das plataformas do Présal tem registrado uma adesão expressiva. Mais de 200 trabalhadores solicitaram desembarque nos aeroportos de Maricá e Jacarepaguá. Eles demonstram disposição em participar do movimento grevista. O movimento é liderado pelo Sindipetro-RJ.
Continuidade da paralisação e impasse nas negociações
Após oito dias de paralisação, o movimento segue forte, sem que haja avanços nas negociações com a Petrobrás. Apesar do desgaste, os grevistas mantêm a mobilização e reforçam sua unidade.
Rejeição da proposta rebaixada e fortalecimento da luta
Segundo a diretora Ana Paula Baião, há uma rejeição clara à proposta apresentada pela empresa. Ela destaca a necessidade de fortalecer ainda mais a mobilização. Incentivar a ocupação das unidades e a participação ativa nas assembleias são estratégias fundamentais. Essas ações são essenciais para buscar conquistas históricas para a categoria. Veja mais no “Plantão da Greve”
Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 2025. Redação RJ
Trabalhadores cruzam os braços por tempo indeterminado em defesa de direitos, da Petrobras pública e do ACT
Imagem do Instagran mostrando um petroleiro membro da CIPA, na REDUC, agredido pela polícia de Cláudio Castro.
Na manhã desta segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, teve início a greve nacional das trabalhadoras e dos trabalhadores da Petrobras. A paralisação, convocada por tempo indeterminado, mobiliza petroleiras e petroleiros de diferentes regiões do Brasil, que decidiram cruzar os braços em defesa de seus direitos trabalhistas, da manutenção de uma Petrobras pública e do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Nas primeiras horas da manhã na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), a greve petroleira foi recebida com repressão policial. Em mais um episódio grave de ataque aos direitos democráticos, a Polícia Militar reprimiu e prendeu dois grevistas: Fernando Ramos, membro da CIPA e militante do PSTU, e Marcello Bernardo, diretor do Sindipetro Caxias.
A ação, realizada em pleno Estado Democrático de Direito que deveria garantir o legítimo exercício do direito de greve, escancara a disposição da direção da Petrobras em criminalizar a luta dos trabalhadores e utilizar o aparato repressivo do governo Cláudio Castro para impor sua política.
A repressão na Reduc não vai calar a greve. Ao contrário, fortalece a convicção de que a luta é justa e necessária. Consolida também a convicção de que os governos não são a solução. Ainda mostra que o regime demmocrático não está a serviço de garantir direitos dos trabalhadores.
Solidariedade ativa aos grevistas reprimidos, aos sindicatos e a toda a categoria petroleira. Não aceitaremos a criminalização da luta nem a violência contra quem produz a riqueza do país.
Rio de Janeiro, 10 de dezmbro de 2025. | Atualizado às 15:54 horas
A brutalidade da resposta sionista após as ações vitoriosas da resistência em 07 de outubro de 2023 levou a busca de unidade de ação dos grupos palestinos de lutadores
A organização atual da resistência palestina caracteriza-se pela unificação de 14 grupos em 2024, superando antigas rivalidades entre as organizações de Gaza e da Cisjordânia. Esses grupos — de diferentes orientações ideológicas, como secular, religiosa, comunista, socialista e social-democrata — firmaram um acordo para criar um governo provisório comum, fortalecer a luta contra a ocupação israelense, romper o cerco a Gaza, garantir ajuda humanitária e reconstruir áreas destruídas. A estrutura da resistência inclui organizações armadas (como Hamas, Jihad Islâmica e FPLP), movimentos populares e civis, além do apoio internacional, todos atuando de modo articulado para buscar justiça, liberdade, autodeterminação e a criação de um Estado palestino com capital em Jerusalém. Clique no link e continue a ler.
Rio de Janeiro, 05 de dezembro de 2025. | Redação do RJ às 20:52 horas
FNP convoca paralisação por tempo indeterminado em resposta à postura da Petrobras nas negociações do ACT 2025-2026
A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) anunciou uma Greve Nacional Unificada por tempo indeterminado, a partir de 15 de dezembro, em resposta à postura da Petrobras nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025-2026. A greve visa pressionar a empresa a apresentar propostas que considerem as reivindicações dos trabalhadores, que se sentem desrespeitados. O movimento foi decidido após reuniões e será ratificado por assembleias entre 3 e 11 de dezembro. Os petroleiros exigem reajustes salariais, melhores condições de trabalho e mais atenção às suas necessidades, além de criticar a prioridade dada aos acionistas em detrimento dos funcionários. Leia mais…