Trabalhadoras de quase 50 cidades do Nordeste até o Rio Grande do Sul, atingindo também as do Centro Oeste preparam e convocam atos para este sábado, 20 de outubro, contra o machismo, a misoginia, a cultura do estrupo embutidas na campanha eleitoral do candidato a presidente da república, o Sr. Jair Bolsonaro.
Essa candidatura defende um projeto de ditadura para o nosso país. Defende a tortura e a ditadura militar que existiu no Brasil após o golpe militar de 1964 e que durou 21 anos, que pôs fim à eleição direta para Presidente, ao direito de greve e de manifestação, à liberdade de expressão, de organização sindical e política. Para defender os interesses dos grandes empresários e dos bancos, a ditadura prendia, torturava e chegava a assassinar os que discordavam, os que ousavam fazer oposição. Assim exploravam o povo e o trabalhador não podia reclamar de nada. É isso que Bolsonaro e o seu vice, o general Mourão, dizem que vão fazer no país “se for necessário”.
A mobilização desse próximo assim como o foi do último sábado de setembro deve servir para derrotar Bolsonaro e Mourão nas urnas, mas também para preparar as lutas contra o governo de Fernando Haddad. Pois o ex-ministro de Lula e Dilma vai sim atacar nossos direitos, como fez naqueles governos. Vai seguir a mesma cartilha dos governos anteriores do PT, aliado aos banqueiros, grandes empresários e boa parte dessa corja política que habita o Congresso Nacional.
As guerreiras que convocam este 20 de outubro mostram que a força da mobilização é o instrumento privilegiado para as mudanças necessárias e históricas. Não o voto no menos ruim. No próximo capataz dos imperialismos. Foi assim com a greve geral do ano passado, que impediu a votação da reforma da previdência. E só não conseguiu barrar a lei da terceirização, da reforma trabalhista e da PEC que congela os gastos com saúde e educação por 20 anos porque a cúpula das centrais traiu à luta e desmarcou as greves gerais. Não fosse isso a mobilização teria não só garantido a derrota destes ataques, como também o fim do governo de Michel Temer.
Mais uma vez as mulheres se colocam na linha de frente e mostram o caminho. O voto contra Bolsonaro e Mourão e fundamental, mas não há como confiar em Haddad. Por isso a mobilização, com a classe trabalhadora ocupando às ruas em um processo de auto-organização, é muito eficaz e prepara o próximo período. Devemos ser oposição desde o primeiro dia ao governo de qualquer dos dois que se eleja, e estar preparados para lutar em defesa da aposentadoria, do 13º salário, do emprego, da terra, dos direitos dos oprimidos.
Aqui no Rio o Ato está convocado a partir das 13 horas, na Cinelândia. Mas há convocação para mais cinco cidades no interior.
Participe dessa mobilização. Para derrotar, de fato, o autoritarismo de Jair Bolsonaro, e também derrotar os ataques aos nossos direitos e organizações, é a mobilização unificada da classe trabalhadora e do movimento popular. Nós, que construímos toda a riqueza que existe, podemos parar o país, mostrar a nossa força e vencer.
É necessário construir a unidade para lutar. Construir a Frente Única para defender a aposentadoria, impedir que retirem nossos direitos, exigir empregos. Assim como a Frente única é necessária para derrotar, nas ruas, o autoritarismo de Bolsonaro e seus seguidores, e da cúpula militar que o apoia. Vamos preparar já as condições para uma nova Greve Geral.


