Fim da Escala 6 x 1

Rio de Janeiro, 10 de fevereiro | Redação Rio

Todo ser humano obrigado a passar muito tempo no trabalho acaba sendo privado do tempo livre para a vida social. Há comprometimento das relações familiares impossíveis de reverter. Isso significa que o trabalhador tem menos tempo para passar com a família, os amigos e para atividades de lazer. O resultado disso é uma redução na qualidade de vida, que certamente vai gerar problemas físicos e psicológicos de saúde. Também vai reduzir a expectativa de vida.

Para sobreviver na sociedade atual, com sua forma de organização, possuindo apenas sua força de trabalho é obrigado a vende-la. O mercado capitalista sempre busca pagar o mínimo pela mão de obra. Seu objetivo é explorar o máximo possível. Então uma jornada de trabalho excessiva pode causar malefícios à saúde física e mental dos trabalhadores. Ela também pode afetar a produtividade em longo prazo. Ocorre que a produção de riquezas cresce muito e imediatamente. Desta forma a manutenção de uma jornada excessiva leva o explorador a renovar sua equipe de mão de obra de forma regular na busca da produtividade.

Essa é a origem do Movimento Vida além do Trabalho. Mas não se pode parar nessa constatação ou tentar remediar os efeitos nocivos. É preciso reduzir a jornada de trabalho. Isso é necessário para preservar a saúde física e mental da classe. Essa classe é explorada e obrigada a vender sua mão de obra para sobreviver.

Desde a fundação da CSP-Conlutas, há a defesa da redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas. Isso deve ser feito sem redução de salários. Mas essa reivindicação está tão distante como a propriedade coletiva dos meios necessários à produção e distribuição da riqueza.

Fadiga, procrastinação, e perda de habilidades cognitivas são consequências de jornadas de 08 até 12 horas. Também há dificuldade em manter o foco e a concentração. Além disso, erros e acidentes no ambiente de trabalho ocorrem frequentemente.

Então uma jornada semanal de 36 horas é o primeiro passo. Contudo para o trabalhador deve haver uma escala onde o trabalho nunca seja diário, mas sim escalonado. Para atingir esses objetivos a luta contra a escala 6 x 1 é primeiro passo.

Agora é a hora para você e seus colegas de trabalho, moradia e estudo se organizarem para essa luta. A CSP-Conlutas, com outras entidades realizaram uma plenária para buscar encaminhamentos para essa mobilização. Essa plenária deliberou uma atividade contra a escala 6 x 1 no domingo, dia 16 de fevereiro. Essa mobilização deve ocorrer em todo o país.

A CSP-Conlutas, entidades sindicais e movimentos sociais estão organizando essa mobilização. Participam também organizações políticas. Alguns exemplos são o PSTU. Outros são a Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores (CST), o Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT) e Unidos pra Lutar. Outras organizações são a Organização Comunista, Internacionalista (OCI). O Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Revolução Socialista (RS/PSOL), União da Juventude Comunista (UJC) e Rebeldia também estão incluídos.

Vamos unir forças. Não podemos deixar de preparar com garra o dia 16/2. Vamos às ruas!

Aqui no Rio de Janeiro segue a organização para um Ato contra a escala 6 x 1, em frente ao Shopping Madureira, Estrada do Portela, 222 – Madureira, a partir das 11 horas