CSP CONLUTAS RIO

Unificar as lutas, salariais e populares

Frente à guerra dos patrões e bilionários, o nosso lado é o trabalhador

Rio de Janeiro, 23 de março de 2026. Redação às 16:53 horas.

Solidariedade, organização e resistência em tempos de crise

Esta imagem mostra cartazes de um protesto com mensagens políticas focadas na oposição a intervenções militares dos EUA no Oriente Médio e na promoção do socialismo.

A guerra e seus impactos sobre os trabalhadores

Nas primeiras horas do dia 28 de fevereiro, as classes dominantes dos EUA e de Israel desencadearam uma guerra de agressão contra o Irã. Esse conflito se espalha de forma descontrolada pelo Oriente Médio, ameaçando a existência de bilhões de pessoas. A situação se agrava tanto pela crise energética quanto pelo risco de uma guerra que utilize armas capazes de destruir a vida no planeta.

Sentimos na pele uma dura realidade: quando o mundo entra em crise e a guerra se propaga como fogo em palha seca, quem paga a conta é quem vive do trabalho. Esse impacto se reflete no aumento do preço do gás, dos alimentos, do aluguel, do transporte, na escassez de medicamentos, no corte de verbas para serviços públicos e na precarização das condições de vida. Por isso, esse tema não se restringe ao Oeste da Ásia; ele chega ao nosso cotidiano sob a forma de arrocho, insegurança e retirada de direitos.

A guerra como instrumento de opressão e exploração

O conflito não destrói apenas cidades e vidas em regiões distantes; ele desorganiza economias, alimenta a especulação, fortalece discursos autoritários e abre espaço para ataques às condições de trabalho. Além disso, enriquece ainda mais a elite parasita, que usa o Estado para se apropriar das riquezas geradas pelo trabalho. Como evidenciam recentes debates sindicais, a catástrofe da guerra se soma a outras crises que afetam o povo: crises econômica, social, ambiental, pandemias e aumento da desigualdade.

Solidariedade de classe e independência dos trabalhadores

Diante desse cenário, a resposta da classe trabalhadora deve ser clara: solidariedade entre trabalhadores e independência de classe. Não aceitamos que conflitos sejam usados como justificativa para congelar salários, cortar direitos, privatizar serviços públicos, piorar jornadas ou impor medo. O princípio é simples: não permitiremos que a conta da crise seja lançada sobre quem produz a riqueza. Essa guerra de agressão não foi iniciada pela classe trabalhadora, nem pelos trabalhadores estadunidenses, israelenses ou iranianos.

Membros do Comando da Frente Interna de Israel buscam pessoas desaparecidas abaixo dos escombros de um edifício residencial em Bat Yam, após o impacto dos mísseis iranianos, neste domingo(15). (Foto: EFE)

Organização da luta: ações concretas da CSP-Conlutas

Frente aos ataques, a CSP-Conlutas mantém sua atuação histórica: organiza informação, solidariedade concreta e luta. Nossa pauta é a da vida — emprego, salário, direitos, segurança e dignidade. Nossa ferramenta é a unidade: unidade nos locais de trabalho, com outras categorias e com todos que sofrem, pois trabalhadores, em qualquer lugar, enfrentam os mesmos inimigos: exploração, opressão e precarização capitalista.

Propostas de ação

  • Fortalecer a mobilização da categoria em defesa de salários e condições de trabalho;
  • Aprovar moções de solidariedade humanitária para as populações trabalhadoras atingidas pelas guerras e deslocamentos provocados pelo capitalismo;
  • Construir uma campanha de apoio concreto, como doações, redes de acolhimento e ações com movimentos parceiros;
  • Manter todos informados e organizados para reagir a qualquer tentativa de retirada de direitos;
  • Exigir do governo Lula uma campanha séria pelo cessar-fogo, incluindo a suspensão das relações diplomáticas com EUA, Israel e Irã, além da adoção de medidas de proteção aos trabalhadores brasileiros. Que os ricos paguem pelas crises que provocaram.

A força da unidade da classe trabalhadora

A história ensina: quando a classe trabalhadora se divide, ela perde. Quando se une, ela avança. É hora de transformar indignação em organização, medo em coragem e sofrimento em luta coletiva direta. Temos as condições de tomar em nossas mãos nossos destinos e construir Conselhos Populares rumo a uma sociedade que supere o atual modo de produção e distribuição da riqueza socialmente produzida: uma sociedade socialista.

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