Rio 23 de dezembro de 2024.
O vigésimo quarto ano do século XXI deixa sua marca sangrenta na história como mais um alucinante momento de muitas lutas.
A classe dominante mundial vê nesse ano mais desmoronamentos na hegemonia unipolar. Os ventos da luta entre as classes sociais provocado pela zona de alta pressão do capitalismo decadente trazem novas dimensões na disputa de mercados, considerados dominados pelos Estados Unidos, a União Europeia e o Japão.
Os tigres asiáticos cresceram. Também cresceram suas prezas de exploração e trazem a sua frente o capitalismo pragmático chinês.
Esses tremores nas placas tectônicas do hegemonismo unipolar provocam mudanças nos quatro cantos da Ásia, da África e das Américas Central e do Sul, onde habitam mais da metade da população mundial. Agora uma população mais urbana, escolarizada e detentora de novas formas de gerenciamento dos recursos naturais, que são os nobres insumos da produção social de riquezas.
Os envelhecidos métodos de sansões e guerras imperialistas já não garantem os resultados esperados. Novas doses cavalares de aumento da exploração e opressão não seguram mais o crescimento das insurreições, revoluções e guerras dos marginalizados.
Os conflitos militares promovidos pelos imperialismos ceifaram a vida, a infância e a juventude de milhares. Um número maior que as vítimas da pandemia de 2019 e 2020. Como efeito, os tremores das placas tectônicas seguem e se avolumam.
Assim 2024 se retira para os anais da história deixando não só um rastro macabro de sangue e morte, mas também uma instabilidade econômica, política e social sem precedentes, no tortuoso caminho da humanidade, sobre o pequeno terceiro planeta do sistema solar.
Esta enorme sombra que dificulta a visão do horizonte provoca apreensões, mas também permite vislumbrar uma fresta de possibilidades aos explorados e oprimidos.
Nós, explorados de todos os cantos e recantos do mundo, estamos acostumados a falta de luz e de condições dignas de vida. Nossa força reside na nossa unidade e nas sequelas acumuladas na alma de séculos de sofrimento provocados pela violência, a fome e a miséria. A crise dos dominadores pode ser a oportunidade certa para correr na escuridão rumo a nossa emancipação. Mais do que nunca podemos construir na luta uma nova sociedade. Uma sociedade fundada na ciência, no planejamento e na solidariedade para distribuição igualitária da riqueza socialmente produzida.
Os ventos que nos empurram à barbárie podem nos levar a uma sociedade socialista e a salvação do planeta. Somos a maioria. Só depende de nós. Por um 2025 de muita unidade, independência de classe e lutas.

