Rio de Janeiro, 12 de março de 2026. Atualizado às 21:34 horas

Imagem de famílias palestinas caminham em meio aos escombros de suas casas, em Khan Younis, no Sul da Faixa de Gaza. Foto Nexo Jornal
Escalada da Violência e Agravamento das Condições em Gaza
Assim que os primeiros ataques israelenses e americanos atingiram o Irã em 28 de fevereiro, a população da Faixa de Gaza passou a enfrentar uma piora significativa em suas já precárias condições de vida. O avanço das tensões em toda a Ásia Ocidental tornou a situação no enclave ainda mais dolorosa, pressionando a população civil diante de um cenário de insegurança e privação.
Cerco e Bloqueio Humanitário
No início da guerra com o Irã, Israel reforçou o cerco militar à Faixa de Gaza, impedindo a entrada de caminhões com ajuda humanitária e suprimentos básicos. Essa medida agravou o sofrimento da população, que depende desses recursos para sobreviver.
Além disso, o bloqueio interrompeu o deslocamento de pacientes e feridos, causando grande preocupação, pois milhares de pessoas aguardam a possibilidade de viajar ao exterior em busca de tratamento médico. Os ataques militares destruíram praticamente toda a estrutura do sistema de saúde de Gaza, tornando o atendimento de urgência quase impossível.
Permanecem em vigor restrições rigorosas que impedem a entrada de combustível e maquinário pesado, essenciais para a remoção de escombros e para a restauração de serviços básicos de infraestrutura.

Publicado originalmente em Esquerda.net
Contexto Regional e Planos de Expansão Territorial
Especialistas ainda dizem que a guerra ao Irã é parte do plano de limpeza étnica que os sionistas planejam para a região. Tal plano abrange a ocupação sionista do vale do Nilo (Egito), a costa do Mediterrâneo (Israel, Palestina, Líbano) e a Mesopotâmia (Iraque, Síria, Turquia). Se efetivado afeta não somente os palestinos, mas todos os árabes da região com o sonho delirante da construção da Grande Israel.
Ainda que Israel esteja concentrando suas forças em atacar o Irã, os ataques aéreos e os bombardeios em várias partes da Faixa de Gaza continuam.
Fontes médicas informaram que seis palestinos, incluindo duas crianças, foram mortos e cerca de 10 ficaram feridos em ataques israelenses à Cidade de Gaza e ao campo de refugiados de Nuseirat, só na última semana.
De acordo com o Ministério da Saúde da Administração do Hamas em Gaza, os ataques israelenses desde o início do cessar-fogo mataram pelo menos 648 pessoas e feriram quase 18.000.
Solidariedade e apoio aos palestinos, libaneses e iranianos
A CSP-Conlutas reitera o apoio ao povo palestino, libanês e iraniano em sua luta por sua autodeterminação, soberania e liberdade. É preciso que o governo Lula rompa as relações políticas, econômicas e militares com Israel. Assim como exigir a materialização da solidariedade ao povo iraniano enviando ao país atacado pelos EUA e Israel, uma semana da produção brasileira de petróleo.
