CSP CONLUTAS RIO

Unificar as lutas, salariais e populares

O Impacto da Guerra Contra os Trabalhadores na Ásia Ocidental

Imagem de famílias palestinas caminham em meio aos escombros de suas casas, em Khan Younis, no Sul da Faixa de Gaza. Foto Nexo Jornal

Escalada da Violência e Agravamento das Condições em Gaza

Assim que os primeiros ataques israelenses e americanos atingiram o Irã em 28 de fevereiro, a população da Faixa de Gaza passou a enfrentar uma piora significativa em suas já precárias condições de vida. O avanço das tensões em toda a Ásia Ocidental tornou a situação no enclave ainda mais dolorosa, pressionando a população civil diante de um cenário de insegurança e privação.

Cerco e Bloqueio Humanitário

No início da guerra com o Irã, Israel reforçou o cerco militar à Faixa de Gaza, impedindo a entrada de caminhões com ajuda humanitária e suprimentos básicos. Essa medida agravou o sofrimento da população, que depende desses recursos para sobreviver.

Além disso, o bloqueio interrompeu o deslocamento de pacientes e feridos, causando grande preocupação, pois milhares de pessoas aguardam a possibilidade de viajar ao exterior em busca de tratamento médico. Os ataques militares destruíram praticamente toda a estrutura do sistema de saúde de Gaza, tornando o atendimento de urgência quase impossível.

Permanecem em vigor restrições rigorosas que impedem a entrada de combustível e maquinário pesado, essenciais para a remoção de escombros e para a restauração de serviços básicos de infraestrutura.

Publicado originalmente em Esquerda.net

Contexto Regional e Planos de Expansão Territorial

Especialistas ainda dizem que a guerra ao Irã é parte do plano de limpeza étnica que os sionistas planejam para a região. Tal plano abrange a ocupação sionista do vale do Nilo (Egito), a costa do Mediterrâneo (Israel, Palestina, Líbano) e a Mesopotâmia (Iraque, Síria, Turquia). Se efetivado afeta não somente os palestinos, mas todos os árabes da região com o sonho delirante da construção da Grande Israel.

Ainda que Israel esteja concentrando suas forças em atacar o Irã, os ataques aéreos e os bombardeios em várias partes da Faixa de Gaza continuam.

Fontes médicas informaram que seis palestinos, incluindo duas crianças, foram mortos e cerca de 10 ficaram feridos em ataques israelenses à Cidade de Gaza e ao campo de refugiados de Nuseirat, só na última semana.

De acordo com o Ministério da Saúde da Administração do Hamas em Gaza, os ataques israelenses desde o início do cessar-fogo mataram pelo menos 648 pessoas e feriram quase 18.000.

Solidariedade e apoio aos palestinos, libaneses e iranianos

A CSP-Conlutas reitera o apoio ao povo palestino, libanês e iraniano em sua luta por sua autodeterminação, soberania e liberdade. É preciso que o governo Lula rompa as relações políticas, econômicas e militares com Israel. Assim como exigir a materialização da solidariedade ao povo iraniano enviando ao país atacado pelos EUA e Israel, uma semana da produção brasileira de petróleo.

Todo apoio à luta e resistência dos trabalhadores e povo palestino

Nenhuma confiança nos planos do imperialismo ou no governo do Hamas

Palestina livre do Rio Jordão ao Mar Mediterrâneo

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