Rio de Janeiro, 06 de abril de 2026. Atualização às 17:40 h.
“Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”.

O Acampamento Terra Livre (ATL) 2026 reúne milhares de indígenas em Brasília entre 5 e 11 de abril, marcando o Abril Indígena. O tema do ano — “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós” — sintetiza a defesa dos territórios diante do avanço de grandes empresas, do agronegócio, de mineradoras e de projetos legislativos que ameaçam direitos constitucionais.
Os povos originários estão obrigados a lutar. Os capitalistas e seu governo Lula pretendem seguir a limpeza étnico iniciada pela invasão mercantilista de 1.500.
Em meio milênio o genocídio contra esses povos nunca foi interrompido. Houve uma brutal perda do território que segue ocupado. Da ínfima parte do território original 76 Terras Indígenas aguardam apenas homologação presidencial; outras 34 dependem de medidas do Ministério da Justiça.
Os povos originários dessas áreas da chamada América Latina enfrentam sozinhos o agronegócio e mineradoras: resistência a projetos que liberam mineração, privatização de rios e exploração econômica sem consulta prévia.
Essas mulheres e homens fazem permanentemente denúncias sobre destruição de florestas, contaminação de rios e impactos sobre modos de vida tradicionais. Em todas as vezes perderam suas vidas para fazer valer seus alertas de ataque aos biomas e ao meio ambiente.
Sua organização durante essa luta secular levanta a reivindicação de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade para investigar violações durante a ditadura militar. Exigem também medidas que permita o fortalecimento de candidaturas indígenas nas eleições de 2026.
Apoie essa lutas desses verdadeiros heróis

- Mobilizações recentes que reforçam a luta Ocupação da Cargill em Santarém (PA), que pressionou pela revogação de decreto que favorecia privatização de rios.
- Ocupação da Funai em Altamira (PA) por mulheres indígenas contra a mineradora Belo Sun.
- Atuação forte na COP30, denunciando retrocessos ambientais e exigindo protagonismo indígena.
- Resistem há séculos contra invasões e destruição ambiental.
- Rejeitam obras e projetos impostos sem consulta.
- Denunciam a apropriação cultural e a violência contra mulheres.
- Afirmam que proteger seus territórios é proteger a soberania e o futuro do Brasil.
- Pretendem “aldear a política”, ou seja, ocupar espaços de decisão para barrar retrocessos.
Por que essa luta importa
A defesa dos territórios indígenas é apresentada como: essencial para a preservação ambiental, fundamental para a diversidade cultural do país e uma barreira contra modelos econômicos que geram devastação e desigualdade.
Este ano, vamos aldear a política e derrotar o Congresso Inimigo do Povo. Nossos peitos e nossos maracás estão prontos para enfrentar qualquer ameaça. Este ano, onde ecoar a voz indígena, vocês irão lembrar da força verdadeira do POVO BRASILEIRO.
Com informações Apib
