Rio de Janeiro 04 de fevereiro de 2026 | Redação Rio de Janeiro | 11:34 h

Motoristas demitidos das viações Real e Vila Isabel realizaram um protesto nesta segunda-feira (2) para cobrar o pagamento de direitos rescisórios. Foto Jornal Panorâma.
Prefeito permite que transporte coletivo entre em colapso
Foi ajuizada uma ação no Tribunal Regional do Trabalho com pedido de liminar, buscando responsabilizar as empresas Real, a Vila Isabel e todos os consórcios pelo pagamento das verbas rescisórias de funcionários demitidos. Trata-se de mais de 600 trabalhadores, muitos com 20, 30 ou até 40 anos de dedicação ao povo do Rio de Janeiro, que foram dispensados sem receber os devidos direitos. O serviço prestado pela categoria é essencial. A interrupção das atividades afeta diretamente a cidade, reforçando a necessidade de garantir estabilidade e salários compatíveis com essa responsabilidade civil.
Após a prefeitura interditar a garagem das empresas de ônibus Real e Vila Isabel no sábado (31), motoristas realizaram uma manifestação na manhã do primeiro dia útil de fevereiro em busca do pagamento das indenizações devidas.
Os verdadeiros responsáveis por esse ataque aqueles trabalhadores são a prefeitura de Eduardo Paes (PSD), as empresas Real, a Vila Isabel e todos os consórcios privados da capital crioca. Essa quadrilha pública e privada utiliza recursos públicos para explorar e enriquecer às custas dos salários miseráveis da classe trabalhadora: sejam os condutores, mecanicos, pessoal técnico e administrativos dessas empresas, seja pelas altas tarifas cobradas da população. Pelo dinheiro acumulado nos cofres públicos do município, amealhado por impostos sobre o consumo de serviços, os trabalhadores não deveriam pagar nem um centavo pelo serviço de transporte público.
Governo Paes leva a greve na saúde básica

Paralisação dos trabalhadores da Atenção Primária da Saúde na cidade do Rio de Janeiro. Foto SINMEDRIO
Profissionais da Atenção Primária do Rio iniciaram uma nova paralisação parcial nesta segunda-feira (2), reivindicando reajustes salariais atrasados e o pagamento de gratificações previstas em contrato que estariam pendentes.
Esses trabalhadores iniciaram uma nova paralisação parcial, reivindicando reajustes salariais atrasados e o pagamento de gratificações previstas em contrato que estariam pendentes.
O movimento, que teve início com um protesto na Zona Norte, possui cronogramas distintos: enfermeiros interrompem as atividades por dois dias, enquanto os médicos preveem uma paralisação de nove dias, estendendo-se até o dia 11 de fevereiro. Para não desassistir completamente a população, as categorias mantêm, respectivamente, 70% e 50% do efetivo em funcionamento nas Clínicas da Família.
Em audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1), os sindicatos denunciaram que médicos estão sem recomposição salarial desde 2019 e enfermeiros há quase uma década. Além das questões financeiras, os profissionais relatam um quadro de esgotamento mental e sobrecarga de trabalho, intensificado pela falta de insumos básicos e pela alta rotatividade nas equipes.
Diante do impasse entre a Prefeitura e as Organizações Sociais que gerem as unidades da saúde básica, o Tribunal agendou uma nova reunião para o dia 10 de fevereiro. Ficou decidido que, até lá, não poderá haver desligamentos de grevistas nem descontos salariais, garantindo o direito à mobilização enquanto se busca uma solução para os pagamentos em atraso.
As administrações de Lula, Castro e Paes aumentam a violência

Mais uma desastrada operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, em Bangu e Senador Camará, na Zona Oeste, e Engenho da Rainha, na Zona Norte; escolas e unidades de saúde interrompem funcionamento nos locais. Foto da Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Enquanto a imprensa empresarial, a gestão Lula (PT) 3.0, Cláudio Castro (PL) e Eduardo Paes (PSD) fingem de apresentar propostas para a segurança pública a violência urbana é promovida a catástrofe. De acordo com o Instituto Fogo Cruzado, entre 28 de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026, 220 pessoas foram feridas não letalmente a bala e ocorreram 520 tiroteios. Duzentos tiroteios (38,4%) aconteceram em ações ou operações policiais, que resultaram em 210 pessoas mortas (68,8% dos casos) e 125 pessoas feridas (56,8% dos casos).
Quase a metade do total de pessoas mortas a bala depois da megaoperação (47,7%), foram alvejadas nas 12 chacinas que ocorreram nos últimos três meses. Oito dessas chacinas foram de iniciativa do aparato policial. Desde 28 de agosto de 2020, início do governo do bolsonarista Cláudio Castro, 890 pessoas foram mortas em chacinas.
O número de pessoas letalmente atingidas por armas de fogo inclui pessoas inocentes de diferentes idades, pessoas envolvidas com crimes e procuradas pela polícia, além de agentes das forças de segurança do estado do Rio. Quatro pessoas foram mortas por bala perdida e 23 foram feridas – dessas, oito foram atingidas em ações policiais.
Os alvos dessas “operações” são os bairros mais pobres e carentes da capital ou as comunidades carentes das cidades fluminense. São crianças, jovens e adultos negros e negras. Com a desculpa do combate ao comércio ilegal de drogas e armas a classe dominante escravocrata segue escrevendo a história dos afrodescendentes com o sangue arrancado da infância e juventude dos bolsões da desigualdade social.
O estado do Rio de Janeiro tem concentrado uma das maiores taxas de violência policial. A cada 23 minutos morre um jovem negro no Brasil. A polícia militar tem sido o principal instrumento da burguesia para implementar esse genocídio dos trabalhadores e do povo negro. Basta!
A unidade da classe com total independência diante dos governos e dos partidos da classe dominante tem que servir para uma vida melhor. É preciso emprego para todos que são obrigados a vender sua força de trabalho. Nossa luta e mobilização deve conquistar salários que satisfaçam as necessidades e interesses da classe trabalhadora. Queremos moradia e terra para plantar. Queremos colocar nas mãos das trabalhadoras e trabalhadores o destino e as decisões de uma sociedade que garanta a vida dos que trabalham, pois não possuem nada além de sua força de trabalho. Queremos uma segurança determinada e a serviço da classe trabalhadora. Queremos a desmilitarização da PM, a punição dos policiais racistas que assassinam a juventude e uma segurança pública antirracista! Chega de chacinas e assassinatos em nome do povo.

Imagem da CSP-Conlutas
Chegou a hora de organizar na base o 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas
O Arcabouço Fiscal do governo Lula baseia-se em ataques aos direitos da classe trabalhadora. Sua “Frente Ampla” criou as condições para melhor retirar direitos dos pobres e enriquecer ainda mais os poderosos. Diante dos graves problemas enfrentados pela classe trabalhadora nem Lula ou a democracia dos capitalistas poderá superar a crise que criaram.
É necessário unir as lutas concretas sob uma perspectiva política comum. Por isso, além da defesa da independência de classe, do combate às opressões e do internacionalismo, a CSP-Conlutas aposta na mobilização, na ação direta das massas trabalhadoras e num programa estratégico que aponte para a superação do capitalismo e a construção do socialismo. A Central, que completa 20 anos neste 6º Congresso, é uma organização sindical e popular, onde participam não só sindicatos, mas também movimentos urbanos, camponeses, quilombolas, indígenas, da juventude e de combate às opressões.
Participe deste debate e ajude a construir uma alternativa verdadeiramente dos trabalhadores, com base na mobilização e independência em relação a burocracias e governos!
Com o calendário definido e o processo em curso, o pré-congresso abre uma etapa
fundamental de mobilização política, debates nas bases e construção coletiva.
Esse movimento reafirma o papel do Congresso como espaço soberano de decisão da CSP-Conlutas e fortalecimento da Central. Mais do que nunca precisamos de um instrumento de organização independente e combativa da classe trabalhadora frente aos ataques dos patrões e governos!

Este ano de 2026 é um marco para a CSP-Conlutas, quando a Central completa 20 anos. Um formato de organização no sindicalismo brasileiro unificando setor sindical e popular. Vamos divulgar essa história. Foto CSP-Conlutas

