6º Congresso pode apontar saída para a crise do capital


Rio de Janeiro, 04 de fevereiro de 2026 | Redação CSP-Conlutas RJ

Os cenários do transporte coletivo e da saúde pública no Rio de Janeiro demonstram uma crise sem precedentes. O capitalismo é incapaz de oferecer serviços públicos de qualidade a partir da iniciativa privada. Esse modo de organização caótica da produção dos serviços básicos em uma cidade de sete milhões de pessoas é intolerável.

Manifestação dos trabalhadores da saúde básica do Rio de Janeiro, no dia 02 de fevereiro. Imagem do SinmedRio

A recente interdição das garagens das empresas de ônibus Real e Vila Isabel pela prefeitura agravou a situação dos trabalhadores do setor, que já estavam sem receber suas verbas rescisórias após demissões em massa. Mais de 600 rodoviários, muitos com décadas de dedicação, ficaram desamparados, levando à judicialização da questão e à mobilização de motoristas em manifestações públicas.

Na saúde, a insatisfação também se faz notar com uma nova paralisação dos profissionais da Atenção Primária. Enfermeiros e médicos reivindicam reajustes salariais, pagamento de gratificações e melhores condições de trabalho, relatando anos de defasagem salarial e esgotamento devido à sobrecarga e à falta de insumos. Mesmo durante a greve a prefeitura de Eduardo Paes (PSD) é incompetente para criar uma solução que atenda aos interesses dos servidores terceirizados e da população.

A solução passa pela construção de um programa dos trabalhadores para superar a crise criada pela elite dominante. O 6º Congresso da CSP-Conlutas tem essa possibilidade em seu DNA. Leia mais…

O 6º Congresso da CSP-Conlutas vem aí


Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 2026.

Imagem da CSP-Conlutas

Cenário Internacional: Imperialismo e Conflitos

O início de 2026 é marcado por intensos conflitos e agressões do imperialismo, especialmente dos Estados Unidos, que invadiram a Venezuela, sequestraram o presidente do país e passaram a chantagear o regime latino-americano. Além disso, os EUA ameaçam governos europeus ao declarar a intenção de anexar a Groenlândia mediante força militar. Paralelamente, mantêm o genocídio em Gaza e na Cisjordânia, ameaçam bombardear o Irã e continuam a lucrar bilhões de dólares com a guerra na Ucrânia.

Decadência do Capitalismo e Impactos Globais

Esses acontecimentos ilustram a decadência do capitalismo contemporâneo, no qual interesses econômicos e estratégicos prevalecem sobre a soberania dos povos. As diferentes burguesias internacionais assistem preocupadas ao avanço das ações militares e à escalada dos conflitos, fatores que ameaçam diretamente a estabilidade da produção mundial. Soma-se a esse contexto o controle social exercido por meio de ataques brutais aos direitos humanos.

Imagem da CSP-Conlutas

Brasil: Ataques à Classe Trabalhadora e Resistência

No Brasil, o governo de Lula (PT) e sua Frente Ampla promovem ataques à classe trabalhadora através do arcabouço fiscal, ao mesmo tempo em que destinam milhões de reais aos bolsos dos milionários. Apesar disso, as mobilizações populares têm potencial para derrotar medidas como a escala 6 x 1, buscando a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial. Persistem ainda possibilidades de revogar as reformas trabalhista e previdenciária, com o objetivo de restaurar direitos retirados pelo governo e pelo Congresso corrupto.

Mobilizações e Greves Regionais

No Rio de Janeiro, os profissionais da saúde básica organizam uma greve para o início de fevereiro. Em Belo Horizonte, os trabalhadores terceirizados da educação básica mantêm sua luta, assim como aconteceu com os petroleiros e os trabalhadores dos correios. Nesse contexto de mobilização, será realizado em abril o 6º Congresso da CSP-Conlutas, reafirmando o papel das lutas sociais no cenário nacional.

O 6º Congresso pode construir um programa e plano de ação que ajude o país sair da crise criada pela classe dominante. Um programa que aponte a unidade da classe trabalhadora em todos os lugares do mundo para a superação do capitalismo. Esse modo de produção e distribuição das riquezas empurra todas as formas de vida à barbárie, a guerra e a extinção da vida na forma como a conhecemos.

Segue o link do Panflêto de nosso Bloco Classista, Operário e Popular – Um Instrumento que orientamos ser utilizado nas bases, nas convocações das assembleias de eleição de delegados, delegadas e observadores ao 6o Congresso da CSP-Conlutas:

Acesse aqui o Panfleto do Bloco

Viva o 6º Congresso

Viva os 20 anos da CSP-Conlutas

Vem aí o VI Congresso da CSP-Conlutas


Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 2026.

CSP-Conlutas celebra duas décadas de independência de classe, internacionalismo e muita luta

A CSP-Conlutas inicia o período de pré-congresso do 6º Congresso Nacional, programado para abril de 2026 em São Paulo, celebrando 20 anos de luta e independência de classe. O evento será um espaço decisivo para delegados discutirem políticas e ações da Central diante da conjuntura nacional e internacional, abordando temas como Venezuela, Palestina, Ucrânia, Sudão, Nigéria e precarização do trabalho. A organização do Congresso envolve uma Comissão responsável por coordenar o processo, além da formação de comissões para sistematização e combate a opressões. O pré-congresso é uma etapa crucial de mobilização e debate, reafirmando o compromisso da CSP-Conlutas com a democracia operária e a organização da classe trabalhadora.

Clique aqui e veja todas as informações sobre como cadastrar sua assembleia para eleger os representantes de sua entidade sindical ou popular.

Já está aberto o período de pré-congresso do 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, principal instância de decisão da Central, que será realizado de 18 a 21 de abril de 2026, em São Paulo, no Clube Guapira, mesmo local do evento anterior.

Desejamos boas festas à classe trabalhadora: renovar as energias e preparar para as lutas que virão!


Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 2025. | Redação São Paulo

Imagem da CSP-Conlutas RJ em composição com imagem da CSP-Conlutas

A CSP-Conlutas deseja boas festas a toda a classe trabalhadora. Que este seja um momento de confraternizar com familiares e amigos. É uma oportunidade para recarregar as energias. Se fortaleça para as lutas que virão.

Saudamos cada trabalhadora e trabalhador que, mesmo diante de um ano difícil, seguiu lutando, resistindo e se organizando. 2025 escancarou a crise do sistema capitalista e sua ofensiva contra os povos. A classe trabalhadora foi chamada a resistir. E resistiu.

Começando pelo cenário internacional, há o genocídio na Palestina e a guerra na Ucrânia. Além disso, há a política de extrema-direita e xenófoba de Trump.

No Brasil, o arrocho é imposto pelo arcabouço fiscal do governo Lula. Existem ataques aos povos indígenas, ao meio ambiente e aos direitos. A violência contra as mulheres e o feminicídio são questões graves. Há repressão nas periferias contra o povo negro e avanço do agronegócio e da especulação imobiliária. Isso afeta quem luta pela terra e moradia. A luta pelo fim da desumana escala 6×1 é uma das muitas outras lutas existentes.

Também enfrentamos um Congresso reacionário, inimigo do povo, e seguimos na luta pela punição dos golpistas. A prisão de Bolsonaro e de militares foi uma conquista, mas a batalha contra a anistia e a impunidade continua.

Em todas essas lutas, a CSP-Conlutas esteve presente. Atuou de forma classista e independente de todos os governos. Construiu mobilização, unidade e solidariedade de classe.

Em 2026, nossa Central seguirá nas ruas. Estará presente nos locais de trabalho, estudo e moradia. Irá fortalecer a organização de base. E contribuirá para transformar indignação em luta. Será uma luta coletiva por reivindicações. Mais importante ainda, a luta busca pôr fim a esse sistema capitalista. É o rumo à construção de uma sociedade socialista.

Mobilização dos petroleiros do Présal garante a força da greve


Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2025. Redação da CSP-Conlutas RJ | Atualizado às 18:35 horas

Imagem da CSP-Conlutas RJ gerada por inteligência artificial

Alta adesão e participação ativa na greve petroleira aponta o caminho da vitória

A greve entre os trabalhadores das plataformas do Présal tem registrado uma adesão expressiva. Mais de 200 trabalhadores solicitaram desembarque nos aeroportos de Maricá e Jacarepaguá. Eles demonstram disposição em participar do movimento grevista. O movimento é liderado pelo Sindipetro-RJ.

Continuidade da paralisação e impasse nas negociações

Após oito dias de paralisação, o movimento segue forte, sem que haja avanços nas negociações com a Petrobrás. Apesar do desgaste, os grevistas mantêm a mobilização e reforçam sua unidade.

Rejeição da proposta rebaixada e fortalecimento da luta

Segundo a diretora Ana Paula Baião, há uma rejeição clara à proposta apresentada pela empresa. Ela destaca a necessidade de fortalecer ainda mais a mobilização. Incentivar a ocupação das unidades e a participação ativa nas assembleias são estratégias fundamentais. Essas ações são essenciais para buscar conquistas históricas para a categoria. Veja mais no “Plantão da Greve”

Leia também sobre a unificação da luta dos trabalhadores petroleiros e os do Correio