Cerca de 25 mil pessoas foram às ruas de Madri, na Espanha, no sábado (26), para protestar contra a grave crise habitacional do país. No domingo (27), cerca de 500 manifestantes mantiveram um acampamento na praça Puerta del Sol.
A mobilização foi motivada pelo despejo, na quarta-feira (23), de María del Carmen Abascal, conhecida como Maricarmen, uma idosa de 87 anos que morava de aluguel em um apartamento há pelo menos sete décadas.
O imóvel teve diversos proprietários e, em 2020, foi adquirido pela empresa Urbangestión, que elevou o aluguel de 500 para 1.650 euros. O valor supera em 300 euros o total da pensão recebida por Maricarmen.
Mais do que um caso isolado, a situação de Maricarmen representa a reação a um problema social que se agravou na Espanha. Os manifestantes pedem mudanças na legislação sobre aluguéis e despejos no país e pretendem manter o acampamento em frente à sede do governo regional até que as autoridades espanholas atendam às suas reivindicações.
Nas imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ler cartazes com frases como “Todos somos Maricarmen” e “Expropriar os rentistas”, além de bandeiras da Palestina e insígnias de diversos sindicatos e coletivos.

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