CSP CONLUTAS RIO

Unificar as lutas, salariais e populares

Greve na Caixa e vitória em Belém: a força da mobilização contra a exploração capitalista

Workers and bank employees protest outside Caixa Econômica Federal with signs reading “Vitória dos Trabalhadores!”, “Caixa Econômica Federal (CEF) Bancários em Greve Há 14 Dias! Aumento Salarial Já!” and “Contra o Desmonte da CEF!”

Trabalhadores da construção civil e bancários fazem uma manifestação em frente à Caixa Econômica Federal durante um protesto de greve. Imagem de IA da CSP-Conlutas RJ.

Na última segunda-feira, os trabalhadores da Caixa Econômica Federal (CEF) rejeitaram a proposta final apresentada pelos dirigentes do banco, alinhados ao governo de Lula e à sua frente ampla. Com isso, a intransigência da direção da estatal prolongou a greve, que já entra no 13º dia.

A luta e a mobilização dos empregados pela renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com manutenção e ampliação de direitos, seguem fortes. A adesão é maciça em todas as unidades. Ao final de cada dia, os comandos de greve se reúnem nas regionais para avaliar o movimento, organizar o dia seguinte e manter a coesão. O debate com cada trabalhador reforça a necessidade de continuar a paralisação diante da obstinação dos tecnocratas do governo. Se o movimento enfraquecer, o arrocho e a deterioração das condições de trabalho tendem a aumentar.

A direção do banco perdeu o controle ideológico sobre parte importante dos gerentes, que agora aderem à greve. Essa adesão se baseia na convicção de que apenas a luta pode garantir melhores condições de vida.

No último dia do inverno no hemisfério sul, os operários e operárias da construção civil de Belém e região comemoraram a vitória de sua mobilização. Os salários terão reajuste de 5,5% (INPC + 1,4% de aumento real). A cesta básica subiu de R$ 160,00 para R$ 200,00. O ACT também estabelece o pagamento dos salários até o dia 30 de cada mês. A greve forçou os patrões a repassar parte de seus lucros: a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) será de R$ 369,25.

Além disso, a mobilização garantiu a renovação das cláusulas sociais. Tudo foi conquistado por meio de assembleias que organizaram a paralisação nos canteiros, atos de rua e a construção de uma proposta coletiva que a patronal não pôde recusar. Os prejuízos causados pela união dos trabalhadores afetaram diretamente os lucros dos empregadores.

Foram necessários apenas cinco dias de greve para que a patronal reconhecesse sua incapacidade de resolver o impasse sem atender às principais reivindicações.

A CSP-Conlutas se solidariza com os bancários e bancárias da CEF e reafirma seu compromisso de lutar ombro a ombro até a vitória.

Parabenizamos também os operários e operárias da construção civil de Belém do Pará. A vitória deles não apenas melhora a vida de centenas de famílias que vivem do trabalho, mas também serve de exemplo para todas as lutas em curso contra o aumento da exploração capitalista. Essas mobilizações mostram que os trabalhadores reivindicam maior acesso à riqueza produzida. Mais do que isso, é necessário reduzir a jornada semanal de trabalho sem cortar salários, medida que elevaria as condições de vida e reduziria o desemprego.

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Uma publicação de responsabilidade da CSP-Conlutas RJ. Textos, avaliações, denuncias e políticas que ajudem as trabalhadoras e trabalhadores no movimento sindical, popular e contra as opressões capitalistas