
Trabalhadores da construção civil e bancários fazem uma manifestação em frente à Caixa Econômica Federal durante um protesto de greve. Imagem de IA da CSP-Conlutas RJ.
Na última segunda-feira, os trabalhadores da Caixa Econômica Federal (CEF) rejeitaram a proposta final apresentada pelos dirigentes do banco, alinhados ao governo de Lula e à sua frente ampla. Com isso, a intransigência da direção da estatal prolongou a greve, que já entra no 13º dia.
A luta e a mobilização dos empregados pela renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com manutenção e ampliação de direitos, seguem fortes. A adesão é maciça em todas as unidades. Ao final de cada dia, os comandos de greve se reúnem nas regionais para avaliar o movimento, organizar o dia seguinte e manter a coesão. O debate com cada trabalhador reforça a necessidade de continuar a paralisação diante da obstinação dos tecnocratas do governo. Se o movimento enfraquecer, o arrocho e a deterioração das condições de trabalho tendem a aumentar.
A direção do banco perdeu o controle ideológico sobre parte importante dos gerentes, que agora aderem à greve. Essa adesão se baseia na convicção de que apenas a luta pode garantir melhores condições de vida.
No último dia do inverno no hemisfério sul, os operários e operárias da construção civil de Belém e região comemoraram a vitória de sua mobilização. Os salários terão reajuste de 5,5% (INPC + 1,4% de aumento real). A cesta básica subiu de R$ 160,00 para R$ 200,00. O ACT também estabelece o pagamento dos salários até o dia 30 de cada mês. A greve forçou os patrões a repassar parte de seus lucros: a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) será de R$ 369,25.
Além disso, a mobilização garantiu a renovação das cláusulas sociais. Tudo foi conquistado por meio de assembleias que organizaram a paralisação nos canteiros, atos de rua e a construção de uma proposta coletiva que a patronal não pôde recusar. Os prejuízos causados pela união dos trabalhadores afetaram diretamente os lucros dos empregadores.
Foram necessários apenas cinco dias de greve para que a patronal reconhecesse sua incapacidade de resolver o impasse sem atender às principais reivindicações.
A CSP-Conlutas se solidariza com os bancários e bancárias da CEF e reafirma seu compromisso de lutar ombro a ombro até a vitória.
Parabenizamos também os operários e operárias da construção civil de Belém do Pará. A vitória deles não apenas melhora a vida de centenas de famílias que vivem do trabalho, mas também serve de exemplo para todas as lutas em curso contra o aumento da exploração capitalista. Essas mobilizações mostram que os trabalhadores reivindicam maior acesso à riqueza produzida. Mais do que isso, é necessário reduzir a jornada semanal de trabalho sem cortar salários, medida que elevaria as condições de vida e reduziria o desemprego.
A unificação, a organização e a mobilização da classe trabalhadora podem resolver problemas imediatos criados pelo capitalismo e, ao mesmo tempo, construir as bases de uma sociedade igualitária, sem explorados nem exploradores: uma sociedade socialista.
